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quinta-feira, 3 de março de 2011

Dita dor


 Dita dor,
ditador,
lá e aqui,
dita (s) dores,
sem respirar,
sem escutar,
sem sorrir,
maldita dor.
Dita dor,
ditador,
dita (s) dores.
Mente cruel,
coração de fel,
vida sem mel,
espalha a dor,
o ditador.
Psico(dor)
físico odor,
psico(mata),
psicopata.
 Lá e aqui,
maldita dor.
Vai pra longe
o ditador,
vem pra perto
bendito mel,
meu céu ...

Imagem: Flickr














terça-feira, 26 de maio de 2009

Ensaios poéticos


Arrisquei
Arrisquei
falar,
plantar,
colher.
Arrisquei
saltar,
cantar,
voar.
Arrisquei
abrir,
seguir,
sorrir.
Arrisquei
ouvir,
sentir,
nutrir.

Agora
O poeta
não escolhe hora.
É agora.
Explodem
emoções,
pulsam sensações.
Palavras
ressoam
espontâneas,
sempre.
Aqui,
agora.

Mel
Adoça
a vida
minha,
tua.
Enche de paz
o céu,
a terra.
Recolha
o fel,
deixa o mel.

Broto
No mergulho,
a sede.
Viagem,
silêncio,
limite.
Longe,
suspiro,
alívio,
sopro,
broto.
O novo.

Selva de pedra
O concreto
domina
a paisagem.
Esconde
almas,
oprime
movimentos.
Selva de pedra,
sem estrelas
nem vida.