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quinta-feira, 21 de março de 2013

Quando devo escrever 'agente' ou 'a gente'?


Eta idioma que nos faz cair em 'pegadinhas' quando a gente decide produzir um texto! Na fala, muitas vezes, a escorregadela é imperceptível, porém a escrita requer alguns cuidados. Daí a importância de revisar direitinho antes de tornar público o que se escreveu. 

Exemplo: 'agente' e 'a gente'. Na forma oral, tudo parece  igual porque a sonoridade é a mesma . Basta fazer sentido o que foi dito para que o recpetor da mensagem compreenda a intenção do emissor. Já, na escrita, não é tão simples assim.

'Agente', com o 'A' juntinho da expressão 'gente', é um substantivo que leva à ideia de ação. E os exemplos são muitos: agente de saúde, agente de limpeza, agente jurídico, agente sanitarista. Quando o 'A' aparece separado do termo 'gente', o significado é outro. Passa a ter função do pronome da primeira pessoa do plural 'nós'.

Quando é utlizada a expressão 'a gente', toda atenção é pouca em relação à concordância na hora de formular uma frase. Dizemos 'a gente vai para a escola', 'a gente gosta de esporte'. Portanto, nada de 'a gente vamos...' ou 'a gente gostamos...'

Nesta era das redes sociais em que se escreve às pressas, nem sempre os internautas ficam atentos à grafia das palavras e caem em pegadinhas como essa.  Porém é muito importante a leitura atenta antes da publicação das postagens. (Imagem - Escrevemos.com)


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O que fazer quando faltam ideias para o texto?

Quando não se tem ideia para o texto o que fazer? Primeiro passo: não tornar isso um problema. Seguir apenas digitando o que vem pela cabeça pode ser uma boa saída. Faço isso, algumas vezes, quando a "inspiração" custa a aparecer.

Não adianta matutar, quebrar a cabeça para escolher um tema, tentar pesquisar, elaborar. Apenas sigo a intuição. Este texto, por exemplo, começou assim. Queria atualizar o blog, mas não tinha noção do assunto a ser tratado. Passei a digitar sem ter nada elaborado, e aí o "apagão" criativo se transformou no tema da abordagem.

Apenas a vontade de preencher a tela em branco já favorece a gestação do texto. Então a falta de assunto acaba se tornando o foco da escrita. Isso demonstra, na prática, que não há necessidade de desespero quando alguém deseja escrever e não tem a mínima ideia sobre o que falar.

Não recomendável é desanimar, deixar-se vencer pelo sumiço dos temas. Basta começar e pronto. O processo da construção textual, aos poucos, se encarrega de estimular o raciocínio, de dar sequência compreensível ao que brota espontaneamente como texto.

Sem mistério, sem receio, a escrita ganha forma. Aí estão a beleza e o prazer dessa arte. A tela, ou o papel, preenchida demonstra que a aridez de assuntos ficou para trás. Aos poucos a abordagem começa a fazer sentido para o autor. Quando isso acontece é grande também a chance de fazer sentido para o leitor. (Foto: Cammeraydave - Dreamstime)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pegadinhas exigem atenção na hora da escrita

A internet, a febre dos blogs, as redes sociais, o Twitter, o Meme e tantas outras possibilidades virtuais favorecem uma prática muito positiva: a escrita. Mesmo pessoas resistentes em registrar no papel ou na tela suas ideias acabam aderindo à mania nacional, mundial.

Escreve-se de tudo. E é super-legal que isto aconteça. Agora, não custa lembrar a necessidade de um pouco de atenção na hora de construir o texto. A Língua Portuguesa tem inúmeras pegadinhas. Por isso são frequentes os equívocos.

Um exemplo: expressões com a mesma sonoridade e grafia diferente (concerto - relacionado à apresentação de orquestra; conserto - o ato de fazer reparos, consertar alguma coisa). Percebe a confusão? Que a troca de uma letra altera o significado?

O problema é que nem sempre as pessoas tem dúvida, quando a consulta ao dicionário torna-se indispensável. Então usam a forma equivocada achando que está certa e aí, na maior parte das vezes, o leitor percebe. E pega muito mal.

Gera trapalhadas também a palavra paralisação. A grafia correta é com S. Porém tem muita gente por aí escrevendo paralização. Eu mesma, no início da prática de reportagem, cheguei a redigir assim. Em certa matéria, um redator me chamou a atenção para o equívoco. Nunca mais errei.

Não sou purista em relação à gramática até porque o excesso de regras só faz dificultar a escrita, além de apresentar outro problema: o tempo longo para incorporar as mudanças decorrentes da evolução da linguística, esta sim um processo bem dinâmico. Mas creio na possibilidade da construção textual sem equívocos de grafia e/ou de corcondância. É que isso ocorre naturalmente no processo da aprendizagem.

Como o advento da internet impõe a prática da escrita, em todas as áreas, seria muito bom que as escolas de nível superior dedicassem mais tempo ao ensino do Português. Talvez assim os alunos fiquem motivados a ler mais e escrever com maior atenção. (Foto: Regis Capibaribe)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Texto criativo nasce do desejo

O texto nasce espontâneo. Não é e nem pode ser imposto. De repente, a ideia abandona esse ambiente individual do pensamento e alcança espaços infinitos. Ganha formas variadas. Manuscrito, digitado, pintura, desenho, música, sinal, código, ícone ou o que mais a imaginação sugerir. Toda essa gama de expressões configura textos, que podem ser lidos, contemplados, escutados, elogiados, criticados pelo receptor da mensagem.

Se o texto germina a partir da criatividade não tem como ser feito por obrigação. Mas há meios de estimular o potencial - muitas vezes adormecido em decorrência do medo da receptividade do leitor. Às vezes, a insegurança surge em sala de aula, onde alunos temem fazer um texto, e recebê-lo do professor marcado de vermelho acompanhado de uma nota baixa. Outras tantas vezes decorre do receio de se revelar, de se mostrar ao mundo.

Recordo-me de uma experiência cheia de traumas quando estudava o antigo Ginásio. A professora de Português encarregou os alunos de escrever um romance em pleno período de férias. Para isso, dividiu a classe em equipes. E as colegas do meu grupo logo começaram a engrenar uma ficção "água com açúcar" em capítulos.

Vivi maus momentos. Tímida, não dava asas à imaginação. Nada expressava no caderno porque nenhuma ideia aparecia. Uma colega, Glória, se ofereceu para escrever a parte que me competia no "castigo" das férias. Isso não representou a solução do problema, pois a segunda etapa era a apresentação, em sala de aula, do que foi escrito por cada integrante da equipe.

Nunca sofri tanto. Era uma segunda-feira, de manhã nublada, quando nossa equipe foi chamada à frente da sala. Na minha vez, silêncio absoluto. Eu tremia com o caderno na mão. E o silêncio foi a única forma de expressão. A voz não saia, mas o corpo falava. Externava a frustração, a vergonha. Não conseguia mentir. Não conseguia ler algo escrito por uma colega como se fosse feito por mim. Não conseguia enganar a professora. Nem a classe.

O relato é só para ilustrar que o ato de escrever não deve nem pode ser obrigatório. Nasce do desejo interno. Ou de uma motivação externa interessante. Caso contrário, ao invés de estímulo, pode bloquear a criatividade. Levei tempo para superar o medo e permitir à minha alma viajar com as palavras. (Foto: Regis Capibaribe)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vença o medo de construir um texto porque escrever faz bem

Escrever faz bem à alma. É uma sensação tão gratificante concluir um texto e perceber que a idéia foi passada ao papel (ou para a tela do computador) de forma compreensiva, sem uso de palavras distantes de nossa expressão oral. Por isso, faço o convite: escreva optando pelo gênero que mais lhe agrada. De uma frase ao registro de um sonho, uma carta, uma mensagem de e-mail, uma poesia, uma crônica...

Vença o medo de construir um texto. Óbvio que precisa conhecer, ao menos um pouco, a chamada norma culta – colocar as palavras no lugar preciso respeitando a concordância, o singular ou o plural, o tempo do verbo e algumas outras regras. Mas não se desespere. São raras as pessoas que dominam a gramática de forma mais abrangente.

Agora, um passo imprescindível é ler. A leitura possibilita aumentar o vocabulário, diferenciar um texto redondinho de outro confuso. De um texto prolixo e muito marcado (parágrafos longos e cheios de vírgulas) de outro que faz um convite para o leitor seguir em frente.

No primeiro momento ocorre a confusão diante do número de informações disponíveis acerca de determinado tema. Por isso tente, não desista logo, vá organizando as idéias. Reescreva quantas vezes for necessário. Se estiver usando o computador, fica fácil. Porque pode recortar aqui, colar ali, sem perder muito tempo.

Outras dicas importantes: evite repetição de palavras. Consulte o dicionário para recorrer aos sinônimos e tirar dúvidas quanto ao significado de determinadas palavras. Faça frases curtas e não abuse dos adjetivos.

Revise quando achar que o texto está terminado. Depois leia fazendo o exercício da empatia. Sinta-se no lugar do outro. Se gostar, confie. Cresce a possibilidade do leitor também ficar satisfeito.