quinta-feira, 21 de março de 2013
Quando devo escrever 'agente' ou 'a gente'?
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O que fazer quando faltam ideias para o texto?
Quando não se tem ideia para o texto o que fazer? Primeiro passo: não tornar isso um problema. Seguir apenas digitando o que vem pela cabeça pode ser uma boa saída. Faço isso, algumas vezes, quando a "inspiração" custa a aparecer.Não adianta matutar, quebrar a cabeça para escolher um tema, tentar pesquisar, elaborar. Apenas sigo a intuição. Este texto, por exemplo, começou assim. Queria atualizar o blog, mas não tinha noção do assunto a ser tratado. Passei a digitar sem ter nada elaborado, e aí o "apagão" criativo se transformou no tema da abordagem.
Apenas a vontade de preencher a tela em branco já favorece a gestação do texto. Então a falta de assunto acaba se tornando o foco da escrita. Isso demonstra, na prática, que não há necessidade de desespero quando alguém deseja escrever e não tem a mínima ideia sobre o que falar.
Não recomendável é desanimar, deixar-se vencer pelo sumiço dos temas. Basta começar e pronto. O processo da construção textual, aos poucos, se encarrega de estimular o raciocínio, de dar sequência compreensível ao que brota espontaneamente como texto.
Sem mistério, sem receio, a escrita ganha forma. Aí estão a beleza e o prazer dessa arte. A tela, ou o papel, preenchida demonstra que a aridez de assuntos ficou para trás. Aos poucos a abordagem começa a fazer sentido para o autor. Quando isso acontece é grande também a chance de fazer sentido para o leitor. (Foto: Cammeraydave - Dreamstime)
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Pegadinhas exigem atenção na hora da escrita
Escreve-se de tudo. E é super-legal que isto aconteça. Agora, não custa lembrar a necessidade de um pouco de atenção na hora de construir o texto. A Língua Portuguesa tem inúmeras pegadinhas. Por isso são frequentes os equívocos.
Um exemplo: expressões com a mesma sonoridade e grafia diferente (concerto - relacionado à apresentação de orquestra; conserto - o ato de fazer reparos, consertar alguma coisa). Percebe a confusão? Que a troca de uma letra altera o significado?
O problema é que nem sempre as pessoas tem dúvida, quando a consulta ao dicionário torna-se indispensável. Então usam a forma equivocada achando que está certa e aí, na maior parte das vezes, o leitor percebe. E pega muito mal.
Gera trapalhadas também a palavra paralisação. A grafia correta é com S. Porém tem muita gente por aí escrevendo paralização. Eu mesma, no início da prática de reportagem, cheguei a redigir assim. Em certa matéria, um redator me chamou a atenção para o equívoco. Nunca mais errei.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Texto criativo nasce do desejo
Se o texto germina a partir da criatividade não tem como ser feito por obrigação. Mas há meios de estimular o potencial - muitas vezes adormecido em decorrência do medo da receptividade do leitor. Às vezes, a insegurança surge em sala de aula, onde alunos temem fazer um texto, e recebê-lo do professor marcado de vermelho acompanhado de uma nota baixa. Outras tantas vezes decorre do receio de se revelar, de se mostrar ao mundo.
Recordo-me de uma experiência cheia de traumas quando estudava o antigo Ginásio. A professora de Português encarregou os alunos de escrever um romance em pleno período de férias. Para isso, dividiu a classe em equipes. E as colegas do meu grupo logo começaram a engrenar uma ficção "água com açúcar" em capítulos.
Vivi maus momentos. Tímida, não dava asas à imaginação. Nada expressava no caderno porque nenhuma ideia aparecia. Uma colega, Glória, se ofereceu para escrever a parte que me competia no "castigo" das férias. Isso não representou a solução do problema, pois a segunda etapa era a apresentação, em sala de aula, do que foi escrito por cada integrante da equipe.
Nunca sofri tanto. Era uma segunda-feira, de manhã nublada, quando nossa equipe foi chamada à frente da sala. Na minha vez, silêncio absoluto. Eu tremia com o caderno na mão. E o silêncio foi a única forma de expressão. A voz não saia, mas o corpo falava. Externava a frustração, a vergonha. Não conseguia mentir. Não conseguia ler algo escrito por uma colega como se fosse feito por mim. Não conseguia enganar a professora. Nem a classe.
O relato é só para ilustrar que o ato de escrever não deve nem pode ser obrigatório. Nasce do desejo interno. Ou de uma motivação externa interessante. Caso contrário, ao invés de estímulo, pode bloquear a criatividade. Levei tempo para superar o medo e permitir à minha alma viajar com as palavras. (Foto: Regis Capibaribe)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Vença o medo de construir um texto porque escrever faz bem
Escrever faz bem à alma. É uma sensação tão gratificante concluir um texto e perceber que a idéia foi passada ao papel (ou para a tela do computador) de forma compreensiva, sem uso de palavras distantes de nossa expressão oral. Por isso, faço o convite: escreva optando pelo gênero que mais lhe agrada. De uma frase ao registro de um sonho, uma carta, uma mensagem de e-mail, uma poesia, uma crônica...
Vença o medo de construir um texto. Óbvio que precisa conhecer, ao menos um pouco, a chamada norma culta – colocar as palavras no lugar preciso respeitando a concordância, o singular ou o plural, o tempo do verbo e algumas outras regras. Mas não se desespere. São raras as pessoas que dominam a gramática de forma mais abrangente.
Agora, um passo imprescindível é ler. A leitura possibilita aumentar o vocabulário, diferenciar um texto redondinho de outro confuso. De um texto prolixo e muito marcado (parágrafos longos e cheios de vírgulas) de outro que faz um convite para o leitor seguir em frente.
No primeiro momento ocorre a confusão diante do número de informações disponíveis acerca de determinado tema. Por isso tente, não desista logo, vá organizando as idéias. Reescreva quantas vezes for necessário. Se estiver usando o computador, fica fácil. Porque pode recortar aqui, colar ali, sem perder muito tempo.
Outras dicas importantes: evite repetição de palavras. Consulte o dicionário para recorrer aos sinônimos e tirar dúvidas quanto ao significado de determinadas palavras. Faça frases curtas e não abuse dos adjetivos.
Revise quando achar que o texto está terminado. Depois leia fazendo o exercício da empatia. Sinta-se no lugar do outro. Se gostar, confie. Cresce a possibilidade do leitor também ficar satisfeito.

