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sábado, 6 de novembro de 2010

Voo sem asas

 

 Vento na
janela
me leva
pra longe,
voo sem asas
rumo ao espaço
em outra
dimensão.

IDA...

Menina moça
passeia,
praça fervilha...
Rostos, formas,
tons e sons,
uma geração.
 Rapazes miram,
garotas rodam,
vêm e vão,
aperto de mão...
censura
em nome
de proteção.

VOLTA

Pés no chão,
vento sopra
na janela,
andar alto,
noite vazia,
outros sons,
outros tons,
só motores...

Imagem: Fotos-hz4





quinta-feira, 25 de março de 2010

Muriçocas e a autonomia de voo

Basta o sol ensaiar o movimento de se despedir que elas aparecem. No dia claro, como num passe de mágica, ficam invisíveis. Quando a noite chega as malditas muriçocas surgem do nada. Procuram os cantinhos escuros para se proteger e depois atacar suas vítimas. E aí é um Deus nos acuda. Aplicam ardentes picadas e forçam quem está dormindo a pular da cama para se coçar e passar algum antisseptico.

Em Salvador parece que os pernilongos têm autonomia de voo. Ou então sobem de elevador - será? Na Avenida Juracy Magalhães, um dos acessos para o nobre bairro Cidade Jardim, os mosquitos alcançam andares altos. Para complicar, desafiam todo tipo de repelente, transformando a hora de dormir num transtorno. Este ano, todos os dias, as malditas muriçocas fazem a festa sugando as vítimas desde janeiro.

A chuva dos últimos dias ainda não foi suficiente para espantar os pernilongos. Os danados se reproduzem com facilidade no canal que corre a céu aberto na Juracy Magalhães. Em meio à falta de ação da prefeitura para exterminar as muriçocas, só vejo um jeito de se livrar um pouco delas: adotar os cortinados. Têm que ser daqueles de tela bem fininha para brecar a passagem de alguma infeliz mais ousada.

Falam por aí de outra alternativa: uma tal raquete elétrica. Outro dia, em frente ao Shopping Center Iguatemi, um vendedor ambulante apresentava a arma letal para os mosquitos. Ainda não testei, mas a vontade é comprar várias, acionar o dispositivo que emite o choque e matar todas de maneira bem cruel: por eletrochoque. Malvadeza? Que nada! As sugadoras do sangue alheio merecem. (Foto: Flickr)