domingo, 20 de outubro de 2013

Festa literária internacional movimenta Cachoeira


A terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) movimenta esta cidade histórica baiana entre os próximos dias 23 e 27 (quarta-feira a domingo). O evento aberto ao público terá atrações musicais, praça de alimentação e, pela primeira vez, programação especial dedicada às crianças, a Fliquinha.

Autores internacionais  - Kiera Cass, Sylvia Day e Jean-ClaudeKaufmann, entre outros - e do Brasil, como Laurentino Gomes, Fabrício Carpinejar e Leticia Wierchowski, participam do evento que tem patrocínio da Oi e Coelba, por meio do programa Fazcultura, desenvolvido pelas secretarias estaduais da Fazenda (Sefaz) e de Cultura (Secult).
 
A Fliquinha vai reunir nomes como Antonio Cedraz, Ciça Fittipaldi, Cristina D’Ávila, Enéas Guerra, Gilberto Pinto, Mabel Velloso e Nairzinha. Contação de histórias e oficinas são algumas das atividades voltadas para o público infantil. Mais informações sobre a Flica estão disponíveis aqui. (Foto de João Ramos)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Livro 'Um ônibus pra lua' incentiva leitura


Pensando na importância da leitura na infância como formação de hábito e abertura para a criatividade, a Sá Editora coloca no mercado o livro infantil 'Um ônibus pra lua', de Eliana Sá, com ilustrações de Nireuda Longobardi.

'Um ônibus pra lua', como diz o título, é um convite para soltar a imaginação da criança numa viagem ao espaço das brincadeiras com as palavras – reforçadas pela rima, pelo som e pelo ritmo – e pelas belas ilustrações coloridas que atraem o jovem leitor.

O livro é indicado para a faixa de 6 a 10 anos, pois trata de temas relacionados a essa época da vida, como a troca de dentição, em 'A fada do dente', o medo de escuro, em 'Fantasma’ e a ansiedade pelo aniversário, em 'No país do meu aniversário'.

“A leitura, feita pelos pais, à noite, no aconchego do quarto, traz um universo de magia para a criança, que a faz inesquecível”, lembra Eliana Sá, que iniciou a carreira jornalística trabalhando como editora da revista 'Recreio', quando Ruth Rocha era a diretora de redação.

 “Quando os pais leem em casa, reforçando a leitura feita na escola, a criança se torna um ser-leitor e esse é um dos nossos objetivos". Leia mais aqui.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quando devo escrever 'agente' ou 'a gente'?


Eta idioma que nos faz cair em 'pegadinhas' quando a gente decide produzir um texto! Na fala, muitas vezes, a escorregadela é imperceptível, porém a escrita requer alguns cuidados. Daí a importância de revisar direitinho antes de tornar público o que se escreveu. 

Exemplo: 'agente' e 'a gente'. Na forma oral, tudo parece  igual porque a sonoridade é a mesma . Basta fazer sentido o que foi dito para que o recpetor da mensagem compreenda a intenção do emissor. Já, na escrita, não é tão simples assim.

'Agente', com o 'A' juntinho da expressão 'gente', é um substantivo que leva à ideia de ação. E os exemplos são muitos: agente de saúde, agente de limpeza, agente jurídico, agente sanitarista. Quando o 'A' aparece separado do termo 'gente', o significado é outro. Passa a ter função do pronome da primeira pessoa do plural 'nós'.

Quando é utlizada a expressão 'a gente', toda atenção é pouca em relação à concordância na hora de formular uma frase. Dizemos 'a gente vai para a escola', 'a gente gosta de esporte'. Portanto, nada de 'a gente vamos...' ou 'a gente gostamos...'

Nesta era das redes sociais em que se escreve às pressas, nem sempre os internautas ficam atentos à grafia das palavras e caem em pegadinhas como essa.  Porém é muito importante a leitura atenta antes da publicação das postagens. (Imagem - Escrevemos.com)


domingo, 10 de junho de 2012

Toda atenção é pouca na hora de se fazer um título

Desatenção ou desconhecimento? Não tenho ideia precisa da causa, mas ultimamente observo que autores de muitos textos jornalisticos estão chamando a atenção, no título, de informação que não consta no corpo da matéria. Se isso for uma tendência, lamento muito porque percebo aí equívoco do ponto de vista da produção textual. 

A importância de um bom título reside no fato de despertar o interesse pela leitura do texto, seja notícia jornalística ou qualquer outro gênero. Precisa ser elaborado com muita atenção e ter sintonia em relação aos demais elementos textuais - introdução (no caso, em especial, pode ser compreendida como o lead), desenvolvimento e conclusão. Caso contrário, gera dúvida e incompreensão ao leitor, além de diminuir a credibilidade da informação.

Há várias formas de se fazer um título. Uma possibilidade é enfatizar o contexto, como se fosse um 'guarda-chuva' que expressa o ambiente e sintetiza o conjunto das informações. Essa opção cabe muito bem numa reportagem. Nesta época de festejos juninos, na Bahia, uma matéria especial sobre a programação sobre o assunto, por exemplo, pode receber um título sem se prender a uma informação específica. 'Forró para todos os gostos em Salvador e no interior' - perceba que não foi destacado número de atrações ou investimento nos festejos.

O título também pode ser livre, leve e solto, desde que tenha sintonia com o texto e o veículo onde a informação é publicada. O Dia dos Namorados, 12 de junho, vem aí. Se, ao invés de matéria sobre vendas de presentes nos shopping centers - o que predomina nos noticiários dessa época -, pensássemos numa pauta sobre acasalamento no mundo animal? Se destacássemos o Parque Zoobotânico de Salvador, poderíamos dar asas à imaginação e colocar o título 'Namoro no Zoo' sem risco de errar.

Se o desejo é destacar uma informação, a mesma obrigatoriamente precisa estar inserida no texto. Para melhor entendimento, observe os exemplos hipotéticos a seguir. Não posso citar que o 'Governo federal destina R$ 110 milhões para educação na Bahia', se isto não está escrito na matéria.

É também inadequado dizer que 'Chuva causa alagamentos em dez bairros de Salvador' ou que 'Mau tempo gera cancelamento de 30 voos em Gurarulhos" se a informação não está registrada no corpo da matéria. Mesmo colocando o nome de cada uma das avenidas atingidas pelo temporal na capital baiana ou o destino dos voos cancelados no aeroporto paulista, os números precisam ser citados. Sem esse cuidado, o leitor vai precisar contar se tiver o desejo de conferir a notícia, o que se torna muito desagradável. (Imagem: coimbra-braga.olx.pt)