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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Boas festas

Passa o Natal,
vem o Ano Novo, 
e não percorri lojas
em busca de presente.
Preferi viajar, 
mergulho interno
até descobrir
o que posso ofertar.
Um cheiro, um beijo,
abraço intenso.
Meu cartão 
de boas festas,
entrego a vocês,
com palavras
  reunidas, trançadas,
na forma 
deste poema.

Imagem: Paulo Salles






domingo, 9 de outubro de 2011

Desejo um poema




 Não dá, não, não dá...
desejo um poema,
mas não, não dá.
Cadê as palavras
que preciso?
Esconderam não sei
em que espaço
da alma (ou da mente?).
Releio outros ditos,
outros escritos ...
Tentar elaborar?
Pra que se esforçar?
A dança de letras 
não ganha forma
poética por desejo
ou decreto.
Nasce na tensão,
sem obrigação.
Não dá, não dá ...
O vento levou
minhas palavras e
me deixou
sem expressão.







 




 



sábado, 30 de outubro de 2010

Espelho

 
  O poema não quer
escutar o coração
nem sentir os voos,
os sopros do
útero, da alma.
Luta entre o real e 
o mundo pensante.
Palavras, frases, 
resistência, dribles...
Desejo apenas
de mirar o espelho,
se revelar ao mundo,
 simples, como é,
sem disfarces.
Essência,
mesmo quando 
se protege na máscara.
Mergulho...
brota o embrião
deste poema.