
Em Salvador parece que os pernilongos têm autonomia de voo. Ou então sobem de elevador - será? Na Avenida Juracy Magalhães, um dos acessos para o nobre bairro Cidade Jardim, os mosquitos alcançam andares altos. Para complicar, desafiam todo tipo de repelente, transformando a hora de dormir num transtorno. Este ano, todos os dias, as malditas muriçocas fazem a festa sugando as vítimas desde janeiro.
A chuva dos últimos dias ainda não foi suficiente para espantar os pernilongos. Os danados se reproduzem com facilidade no canal que corre a céu aberto na Juracy Magalhães. Em meio à falta de ação da prefeitura para exterminar as muriçocas, só vejo um jeito de se livrar um pouco delas: adotar os cortinados. Têm que ser daqueles de tela bem fininha para brecar a passagem de alguma infeliz mais ousada.
Falam por aí de outra alternativa: uma tal raquete elétrica. Outro dia, em frente ao Shopping Center Iguatemi, um vendedor ambulante apresentava a arma letal para os mosquitos. Ainda não testei, mas a vontade é comprar várias, acionar o dispositivo que emite o choque e matar todas de maneira bem cruel: por eletrochoque. Malvadeza? Que nada! As sugadoras do sangue alheio merecem. (Foto: Flickr)