quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Exemplo de produção textual em sala de aula


Experiência desenvolvida numa escola pública baiana estimula o aluno a perder o medo de escrever, conforme matéria distribuída pela Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC). É  a iniciativa bem interessante de uma professora, que inseriu os alunos no universo da produção textual, no gênero conto. Confira:

"Escrever nem sempre é fácil. Na hora de desenvolver o texto, faltam assunto, coordenação de ideias, criatividade. Em sala de aula, o estudante tem o estímulo do professor para aprender essa arte, tarefa abraçada pela educadora Ionã Scarante, do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, no município baiano de Nazaré.

A partir do processo interativo com os alunos, ela desenvolveu o projeto ‘Tecendo contos: da leitura à escritura’, que lhe rendeu um convite do Ministério da Educação (MEC) para apresentá-lo no seminário da Olimpíada de Língua Portuguesa, em Brasília, que acontece de 29 a 31 deste mês.

“Foi uma emoção muito grande ter meu trabalho avaliado e reconhecido por especialistas”, diz Ionã. De acordo com ela, o projeto, ainda em fase de conclusão, resultará em textos de alunos a serem publicados no site da escola e, posteriormente, reunidos num livro.

O projeto ‘Tecendo contos: da leitura à escritura’ teve início, em março deste ano, e foi aplicado aos estudantes da 8ª série A, do turno matutino, do Colégio Luiz Viana Filho. Desde então, a professora veio trabalhando em sala de aula com o objetivo de incentivá-los a escreverem contos. O processo envolveu conversas, entrevistas com escritor e rodas de leitura.

No primeiro momento, quando a professora convocou os alunos para desenvolverem um conto, eles disseram que não tinham ideia do que escrever. “Era como se o papel em branco os intimidasse”, lembra Ionã. Nas oficinas de leitura, onde os alunos tiveram contato com textos de autores contemporâneos, eles ganharam mais intimidade com o gênero literário.

IMAGINAÇÃO

“Montamos, em sala de aula, uma entrevista e fomos ao encontro do cronista, jornalista e historiador Lamartine Augusto Vieira. O que mais chamou a atenção dos meus alunos foi a afirmação dele de que a observação e a imaginação são as coisas mais importantes para quem escreve”, afirma a professora.

Mais confiantes para debruçarem em ideias e registrá-las no papel, e conhecendo melhor a estrutura do conto, os estudantes foram orientados a escrever, cada um, o seu texto, com temática livre. A professora aproveitou ainda para lançar um desafio à turma: escrever um conto coletivo, trabalhando no processo com ortografia e pontuação. “Foi um momento intenso e muito gratificante para todos nós”, diz.

Segundo a professora, o resultado é que “os alunos melhoraram a criatividade, perceberam a estrutura do conto e se sentiram mais aptos à escrita”. Ionã Scarante foi semifinalista na Olimpíada de Língua Portuguesa de 2010 e premiada pelo melhor relato de prática do gênero crônica."

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